Não se sabe ao certo a data em que portugueses chegaram a Timor .
Pela primeira vez em Janeiro de 1514 é referida a ilha de Timor como produtora importante do ambicionado sândalo.
No momento em que os portugueses chegaram a Timor a ilha já se encontrava
dividida em dois reinos: o de Sambay, na parte oeste da ilha e o de Behale na parte que hoje corresponde a Timor Loro Sae.
Em meados do século XVI iniciou-se a colonização e evangelização.
No século XVII durante o reinado Filipino, os Holandeses tomaram conta da
parte poente da ilha, continuando esta, dividida entre aqueles e Portugal.
O primeiro governador de Timor somente foi nomeado em 1701 e só em 1896
Timor passou a ser um distrito autónomo, tendo até aí estado ligado a Goa e depois a
Macau.
Durante a 2ª Guerra Mundial, Timor foi ocupada pelos Japoneses, tendo-se
retirado em Setembro de 1945.
A seguir à revolução de 25 de Abril de 1974, a situação
desestabilizou-se, e em
finais de 1975 foi invadido e ocupado e mais tarde anexado pela Indonésia que já
detinha a parte ocidental da ilha, tendo este procedimento custado mais de 400 000
vidas de timorenses.
Esta ocupação e anexação nunca foi reconhecida pela comunidade internacional
representada pela ONU, que reconhecia a administração portuguesa para o território.
Após vários massacres efectuados no território, foi efectuado em 1999 um
referendo em que mais de 80% da população votou pela independência.
Após esta consulta Timor foi praticamente destruído por grupos
integrassionistas,
levando a ONU a destacar tropas para o território com o fim de proteger as populações
e incrementar o processo de independência.
Neste momento o território está sob administração da ONU, sendo seu
representante o diplomata e funcionário superior da ONU o brasileiro Sérgio Vieira de Melo.
Em agosto de 2001 tiveram lugar as primeiras eleições livres que elegeram uma Assembleia
Constituinte, seguindo-se em breve a independência.
Durante as lutas pela independência distinguiram-se entre centenas de resistentes
Chanana Gusmão, o bispo D. Gimenes Belo e Ramos Hortas, tendo estes dois últimos
recebido o prémio Nobel da paz de 1996, pela acção desenvolvida contra os excessos
dos ocupantes e na procura da paz.
Texto e
imagens enviadas por:
Fausto Abreu. |