Eu cantava pra lua
procurando por você.
Eu ofertava versos ao sol
pedindo ajuda pra encontrar você.
Eu orava a Deus
pra me colocar no caminho
em que eu pudesse cruzar com o seu.
Com a alma peregrina em noites frias,
perambulei nas alamedas da nostalgia.
Divaguei na noite.
Lamentei no dia.
Me perguntava, onde morava a felicidade?
Na agonia maldita de meus dias,
apelei por ti de mãos vazias.
Sofrendo todos os impasses,
cansada pela busca desenfreada,
dei adeus a poesia.
Fechei as portas do coração,
perdi a fé,
joguei fora as ilusões.
E no exato momento em que me despedia,
você chegou como um presente
enfeitando meus dias.
Abri as portas, soltei minha voz ao vento
dei adeus ao lamento,
beijei a lua como reconhecimento
abracei o sol como um sinal.
Acendi as luzes do firmamento,
Rabisquei seu nome junto ao meu.