Maria Lucia Victor 


Do meu caminho 
entendo eu.
Meu norte traço 
a bico de pena
e no vôo das águias 
que ao pôr-do-sol 
descambam 
nos azuis do mar 
ao anoitecer.

Sigo minha estrada 
de asperezas, 
tentando afastar 
as rochas brutas 
das incertezas 
enquanto pântanos 
traiçoeiros 
me acenam 
seus perigos.

Só nuvens guiam 
meu trajeto 
e nele me perco 
de quando em vez, 
pois sou humana.

Aqui e ali faço crescer 
umas tímidas violetas 
cor de Sexta-feira Santa, 
incertas na beleza, 
quase mortas, 
ainda assim, 
flores.

Às vezes planto rosas, 
que em rubro esplendor 
explodem 
qual sóis fugazes 
para depois morrerem 
mais como pesares 
do que como alegrias 
desabrochadas 
em campos de esperança.

Trago comigo 
uma bússola 
que só eu conheço, 
e com ela persigo 
as veredas 
do destino. 
Mesmo assim sou traída 
pelos sentidos
e afogo-me nas areias 
inclementes 
do deserto 
que só eu 
experimentei.

Prossigo de qualquer jeito. 
Nas trilhas das crenças 
indefinidas, 
tanto posso dar 
no mar 
quanto nas 
estrelas, 
mas não há faróis 
nem guias.

Peço, então, 
a não sei qual divindade 
benfazeja, 
mãos postas diante 
do fogo sagrado 
das paixões,
que me faça chegar por fim 
a um porto 
mesmo que inseguro, 
onde eu possa crer 
ainda que sem certeza.

(Repasse com os devidos créditos)



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Editada em:01/02/2002