Fátima Irene Pinto



Não seria mais fácil virar a página
Ou mesmo arrancá-la do meu folhetim?
Não seria mais sensato seguir em frente
Como se você não tivesse sido nada para mim?

Infelizmente as coisas não se passam assim...

Fico esmurrando uma parede que não se alui
Brigando, como briga um peixe quando cativo do anzol
Relutando em ver que este meu amor aos poucos se dilui
Relutando em aceitar a vida, sem ter você por meu farol.

Imaturidade minha, talvez ...

Mas independente da minha relutância pueril
E desta ânsia de amá-lo, quase infantil
Você que já foi todo o meu porquê e inspiração
Será relegado ao arquivo das coisas banais
Habitará apenas as periferias do meu coração.

Me diga então:

É isto mesmo que você quer ?
Que morra de vez o amor desta mulher ?
Não vale póstumo arrependimento
Por um grande amor relegado ao esquecimento.

Mas que insensatez, a minha ...

Como pode alguém lastimar o que não sentiu
E se também não possuiu, nada há para se perder
A página que a vida me impõe arrancar do folhetim
Está mesclada do meu amor e da minha saudade apenas
E do seu desamor, ausências e silêncios sem fim.


(Repasse com os devidos créditos)

 













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Editada em:05/10/2001