Quero - Fatima Irene

Fátima Irene Pinto



Quero s
air da minha pele.
Quero deixar, nem que for por um instante este veículo físico e temporal, tão pesado...
Quero arrancar este vestido engomado, inadequado, apertado,
limitado a cinco míseros sentidos.

Quero, nem que for por um instante, acreditar-me livre imortal,
atemporal e sair voando por aí, deixando para trás este veículo dolorido....
Ganhar o espaço sideral, ou quem sabe, o próprio mundo causal
tão decantado por Yuktéswar e Platão...

Quero me sentir do Todo , uma ínfima porcentagem ou fração.
Respirar aragem nova, ver-me livre dos meus terrenos sentimentos
Que tão pouco me falam de alegrias, mas bem sabem
destilar os meus tormentos...

Quero, nem que for por um momento, ver-me livre da minha mente,
que mente para mim o tempo todo, em forma-pensamentos tipo círculo-vicioso,
incapazes de síntese ou de se abrirem para uma volta mais ampla da espiral, 
Retornando inexoravelmente ao mesmo conhecido lugar
Onde reencontro a cada segundo,
Todas as minhas mazelas e todas as mazelas do mundo.

Hoje estou com sede de vida eterna...
De água de inesgotável fonte que deveras me dessedente
E que me arremesse a um novo e inusitado horizonte
Onde não conste
Vestido engomado
Sentimento truncado
Pensamento embotado
Viver limitado
Virtude ou Pecado!!!!
Quero.


Do livro "Momentos Catárticos"
(Repasse com os devidos créditos)


 













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Editada em:19/10/2001