Fátima Irene Pinto


O que está acontecendo comigo
Onde posso buscar explicação
Nos livros, nos conselhos, nas preces
Na quietude talvez...na solidão.
Mas como posso aquietar-me
Se mal posso suportar-me.
Como aplacar o turbilhão
Que me sacode por inteira
Como se minha alma dolorida
Estivesse em convulsão?
O que está acontecendo comigo?
Se saio, logo quero voltar
Se volto, em seguida quero sair
Se paro, parece que vou explodir.
Se deito, eu não consigo dormir
Se leio, já não me concentro
Até a música me corrói.
Se oro, já não há devoção
E onde quer que eu esteja
Qual pesado casco de jabuti
Esta angústia continua aqui.
Dor estranha e insistente
Dor teimosa e renitente
Para a qual não há remédio.
Mas porque será que me acalmo
E a minha paz sempre retorna
Quando estou contigo de alguma forma?
Por que eu ouço quando você me chama?
Por que eu sei quando você não está bem?
Se você está aí fragmentado
Fico aos pedaços aqui também...
Não sei que mistério é este
Já vivi tanto e não vivi nada assim.
Sinto-me morrer pela minha metade
Que já nasceu amputada de mim!

(Repasse com os devidos créditos)













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Editada em:14/04/2001