Fátima Irene Pinto


Fez-se latão, o que parecia cobre
Fez-se pobre, o meu galardão
Fez-se medíocre, o que parecia nobre
Fez-se podre, o que parecia são.

Fez-se fétido, o que rescendia à incenso
Fez-se amargo, o que parecia mel
Fez-se triste, o amor que parecia imenso
Fez-se inferno, o que parecia céu.

Fez-se de barro, os pés do ídolo amado
Fez-se borrão, em território imaculado
Fez-se profano, o altar de tantos cultos
Fez-se heresia, o que lograra ser santificado.

E assim, máscaras caídas, sorrisos desfeitos
Colocando à mostra, fealdades e defeitos
Mazelas, covardias, omissões, falsos conceitos...

Sepultados estão todos os sonhos e direitos
Secionado está finalmente o tumor 
Que me corroia aos poucos...em nome do amor!


(Repasse com os devidos créditos)














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Editada em: 22/04/2001