A garoa lá fora molha suavemente a vidraça.
O mar dorme embalado pelas carícias do vento
enquanto olho a noite escura e quieta.
Busco você nas lembranças,
meu doce e querido desconhecido.
A tela do computador está acesa, mas vazia.
Você não veio hoje.
Não conheço teu rosto mas vejo, na imaginação,
o sorriso dos teus olhos e sinto carinho na tua
voz
mesmo que esta também só chegue a mim em
palavras digitadas.
Adoro tuas palavras.
São lindas!
Convidam-me a sonhar contigo,
a sentarmos na lua, mãos dadas, silenciosos,
ouvindo os sons do universo sob o brilho das
estrelas.
Olho o céu opaco, sem brilho e vou para a cama,
na espera da tua vinda.
Você virá!
Trará vida àquela incômoda tela brilhante e tão
vazia de você.
Deixarei de lado os devaneios para voltar a
sorrir
e embalada pelo teu sorriso,
sonharemos os mesmos sonhos, meu amado
desconhecido.
(Repasse com os devidos créditos)
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