Um quarto vazio
Minha alma
Paredes brancas e tristes
meu olhar
bebidas,cigarros e frustrações
embriagam meu ser
nas noites frias de solidão
anestesiada de sofrimento
ouço fogos distantes
que marcam o renascer das esperanças
não as minhas
estas já secaram como as folhas da minha samambaia
passo dias perambulando
por caminhos que não dão em lugar algum
Vago nas lembranças
boas ou ruins
não fazem diferença
já não sinto dor alguma
estou amarga, sim,
amarga e sozinha
nenhuma e todas as presenças
me incomodam
sinto-me como se não tivesse identidade,
família, passado.
E o futuro?
Este já nem sei se vou vivê-lo.
Tudo que possuo é 
esta solidão que acorda e adormece comigo
na cama inundada de lágrimas.
Ponho uma música antiga
que me encoraja a recomeçar
mas estou fraca,
fraca como nada.
Me olho no espelho
e tudo que vejo é uma moldura envelhecida,
sem nada para mostrar,
sem nada para falar,
simplesmente nada.

Ana Karina Nunes da Costa
(Repasse com os devidos créditos)

 








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Página editada em:25/03/2002