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Queria
voltar para casa...
Eu era o inimigo e não me conhecia.
Me descobri Satã, o monstro inominável,
E sem perceber que males cometia,
Recebi a tua punição incrível, implacável.
Em nome do teu Deus me vi então vencido.
No fragor do aço eu fui fragmentado,
E nesse inferno louco e sem nenhum sentido,
Todo o meu futuro foi vaporizado.
Eu pensava ser alguém que simplesmente
vivia a própria vida sem te incomodar,
Tinha na família o meu maior presente,
Mas à minha casa nunca irei voltar.
Como explicar o meu frágil destino?
Nunca me achei um ser tão execrável...
Eu jamais notei que tinha um ar lupino,
Merecedor do ódio frio e incontornável.
Mas digo a ti, algoz que pilotava a morte,
E que me condenou com tua mente rasa,
No fundo a dor que me doeu mais forte,
Foi não poder jamais voltar para casa.
E a história segue sem minha presença,
Com a insensatez determinando a ação,
Só por pensares que Deus te deu licença,
De matar assim, a mim, teu próprio irmão.
E nos escombros onde sepultei minh´alma,
Nada mais floresce a não ser vingança.
E se não voltei, como afirmar com calma
para todo o mundo: tenham esperança...
Haverá um tempo em que aprenderemos,
Há de nossos ódios amputar as asas,
E ao fim de cada dia alegres voltaremos,
Todos de mãos dadas para as nossas casas...
Luiz de Moraes®
16 de setembro de 2001
Dedicado a cada vida perdida no ataque terrorista
que acabou com a infância da humanidade...
(Repasse
com os devidos créditos) |
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A
canção de fundo é "Hurt So
Bad"
de Yuko, composição feita em homenagem
as vítimas e sobreviventes dessa tragédia
do dia 11/09.
Direitos Autorais de Yuko Ohigashi©.
Essa canção é usada aqui com a permissão escrita de sua mãe
Lorna.
Não use este arquivo de MÍDI em seu site sem a permissão
escrita de Lorna


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"Hurt So
Bad"
Revisão
de Texto: IZA/Sobreposição de Imagens: WebShots
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Página editada em:27/09/2001
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