Lêda Mello



Um dia como outro qualquer...
Por tua causa, tornou-se especial .
A porta estava aberta e eu entrei.
Penetrei em teu mundo
com a decisão dos atos esperados
desde sempre.
Senti-me no aconchego de velhos conhecidos.
O teu cheiro, o teu olhar, a tua voz
o teu jeito de falar e de amar,
a tua inconstância no querer bem,
tuas fugas e medos,
tuas verdades e tuas fantasias...
Mergulhei fundo
nos vales e montanhas da tua alma.
Tudo tão familiar!
Em algum lugar do tempo
já havia percorrido esses caminhos...
Eu te reconheci...
Não me reconheceste.

A noite envolveu em sombras
o cansaço da minha busca.
Senti frio.
Busquei e não encontrei
o conforto do teu agasalho.
Num açoite,
um vento forte e gélido
mostrou-me o caminho da saída.
Da soleira, um último olhar de saudade.
- Na infinitude do tempo,
quando voltaremos a cruzar nossos caminhos? -

Silenciosamente, 
transpus o umbral do teu mundo,
de volta ao compasso de espera
dos que acreditam 
que a vida continua em outras vidas.

(Repasse com os devidos créditos)

 



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Página editada em:04/01/2003