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Luis Lêdo Motta Mello
O amor que tenho é um amor sofrido,
que por ciúme, nem assim termina...
É amar com alma e ter no peito a sina
de um coração que é por demais vivido...
É um querer - de tão real - dorido,
que faz sorrir, que faz chorar, fascina...
Que mesmo a sós este querer domina,
faz dele um todo, e o coração enchido...
É tão profundo... é imenso... é tanto!...
Que às vezes solve o sentir do pranto,
e às vezes chora em sentir prazer (...)
É um amor tão divinal, tão santo,
que a gente vive pelo seu encanto...
E a gente morre sem ele morrer.
(Repasse
com
os
devidos
créditos)
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Página editada em:23/11/2002
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