Lêda Mello


Se é de alegria, aberto seja o riso,
Se é de tristeza, alívio seja o pranto.
Chorar ou sorrir o que for preciso.
Depois sorver da vida novo encanto.

Prolongar a dor, curtir sofrimento,
Não aceitar o ser daquilo que é,
Luta sem glória, baldado tormento
De não sentir em si mesmo toda fé.

Fora de nós não há qualquer certeza.
Dos fatos, não se troca a natureza.
O que não é, não é. Como insistir?

Sábio é aquele que a calma mantém,
No impasse, procura o que lhe convém.
O que é, é. Melhor não resistir!

Arapiraca (AL), 01.03.2005

(Repasse com os devidos créditos)

 
  

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Editada: 15/03/2005