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Lêda
Mello
Dá-me a tua mão.
O dia nasce e a estrada é longa
O tempo passa e o presente é chama
Há muitos sóis e luas e serenos
Até chegarmos à Terra Prometida
De onde jorra o leite, o pão e o mel
Dá-me a tua mão.
Pelo caminho, a noite, o vento e o frio
Serão apenas frágeis desafios
Pois o calor das nossas mãos em laço
Aquecerão os corpos antes que o cansaço
Ameace o sonho dessa estrada a dois
Dá-me a tua mão.
E o sol em brasa em vão fustigará
Nosso caminho feito de esperanças
Pois nossas mãos unidas, enlaçadas
Serão para nós, assim, como um regato
Em cujas margens descansamos nós
Dá-me a tua mão.
E ao fim veremos, ao olharmos o céu
Serão só nossas todas as estrelas
Que nos guiaram enquanto caminhávamos.
E ao chegarmos à Terra Prometida
Teremos farto o leite, o pão e o mel
(Repasse
com
os
devidos
créditos)
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Editada: 23/11/2002
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