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Lêda Mello
Triste é um amor murchar pela incerteza...
O querer bem que alguém sentiu um dia
Amor bonito, farto e cheio de alegria
Vai se espraiando em rio de tristeza
Pela saudade que de tão antiga
Já nem dói tanto, como em anuência
A uma escolha feita só de ausência
E de mistérios... Sucumbe à fadiga
Aos poucos a névoa envolve aquele olhar
Nubla o sorriso, o jeito de falar,
Turva lembranças de um tempo risonho...
Perdido em brumas, vago é o recordar
E o amor, confuso, chega a perguntar
Se foi real ou se foi tudo um sonho.
(Repasse com os devidos créditos)
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editada
em:31/01/2003
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