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Luis Lêdo Motta Mello
Ninguém me espera, à noite, na chegada.
Somente a solidão do quarto frio,
A nequícia da noite, e esse vazio
Que vara os confins da madrugada.
Na rede deito a vida tão cansada.
Escuto o murmurar que vem do rio;
Às vezes sopra o vento no estio,
Às vezes cai a chuva na estrada.
A noite passa demoradamente.
Então me chega no umbral da frente
Outra manhã de solidão, coberta;
Que já me encontra a esperar por ela
E invade a casa como dona dela,
Pois minha casa sempre está aberta...
(Repasse com os devidos créditos)
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Editada em:15/03/2003
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