Luis Lêdo Motta Mello



Minha cadeira está na academia
dos mortais, boêmios solitários.
Meus companheiros são membros solidários
que - como eu - decantam a boemia.

Eis o meu dodge - divinos relicários - 
a prostituta, o afã da noite fria,
o violão plangente, a poesia,
e o luar, nos balcões confessionários.

Para que devo sentar junto à nobreza? ...
Tenho a alma imortal e a certeza
que os versos que escrevo são fadais! ...

Enquanto houver boêmios nesta vida,
e houver saudade, eu tenho garantida,
uma cadeira no meio dos mortais.

Luis Lêdo Motta Mello
do livro -" Simples Retalhos de Versos "

(Repasse com os devidos créditos)

 




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Página editada em:04/01/2003