(Olavo
Bilac)
1865
- 1918
Nua,
mas para o amor
não cabe o pejo
Na minha a sua boca
eu comprimia.
E, em frêmitos
carnais, ela dizia:
Mais abaixo, meu
bem, quero o teu beijo!
Na inconsciência
bruta do meu desejo
Fremente, a minha
boca obedecia,
E os seus seios,
tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar
em doce arpejo.
Em suspiros de
gozos infinitos
Disse-me ela, ainda
quase em grito:
Mais abaixo, meu
bem! num frenesi.
No seu ventre
pousei a minha boca,
Mais abaixo, meu
bem! disse ela, louca,
Moralistas,
perdoai! Obedeci...
(Repasse com os devidos créditos)
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