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Alberto Monteiro Alves™
Ontem andava, hoje flutuo, Levado pelo vento, eu pactuo, Dirigindo, vôo, e neste torpor, Tentando apagar da mente a dor, Transformando este ardor. Ouço um suave e rouco chamar... Vem, vem comigo amar, E no horizonte descansar. Estendo minha mão, tento pegar, Volta vazia sem nada encontrar. Vejo renascer esta tatuada solidão... Incendiando meu corpo e o coração. Longe palavra ouve em oração. Gostaria de ouvir tua voz tremer... Procurar em teus olhos o sol reviver... Voar sem a outra asa me é reprimido, Realizar este anseio não me é concedido; Mas em sonho desejar ser um passarinho; Para que, alçando vôo de meu alto ninho, Pudesse cantar nosso segredo bem baixinho.
(Repasse com os devidos créditos)
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