Lourdes Ferreira Motta



Mulher! feita bela,
pra alegria da criação.
Fonte de desejos,
alguns puros, 
outros malfazejos...

Tal e qual um dilema, 
cantada em poema;
ela ama e é amada;
como entender
que nem sempre
o canto é bem querer!

Delicado botão
de flor, na esperança
do calor da manhã,
enfeitada de cores,
abrindo-se aos amores.
Colhida, despetalada
usada e fenecida.

Espalhe as benesses, 
do amor o conteúdo,
com o próximo 
mais próximo
teu companheiro de tudo
aí então, serás
louvada como mereces!
Sem direito de exigir,
seu lugar de existir...

Quantos cultores,
colhem estas flores,
sem lhes ver as cores;
no afã de despertar,
seu frescor, sem pensar,
na igualdade deste par...

Ela mesmo, não decide;
é tudo tão sutil!
no contexto da vida,
não sabe a que veio,
se pra ser ela,
ou objeto útil!

Onde foi perdida
a noção digna?
Ela não se importa
e colabora
com a ação maligna!

Expõe-se dividida,
em luxuriosa oferta,
chamariz que desperta,
a troca inflamante
do não, por sobrevida!

Mulher! feita bela
dona de mil poderes...
Porque consentes
no domínio das dores ?!!!

Levante a cabeça!
Criatura sem limites!
Não esqueças
Ser parte do universo,
só farás
se permitires!

Mire-se por dentro,
veja a imagem formosa,
tome novo alento.
Caminhe... e sejas vitoriosa

O supremo Deus, criador,
fonte de vida e amor,
criou-te pra completar,
com dignidade impar,
tua missão de gerar, 
mais amores que os teus,
multiplicidade de Deus !


(Repasse com os devidos créditos)

 







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Página editada em:07/03/2002