Meu Pai, Meu Modelo!
José Antônio Gama de Souza®



Aquele apito soava
Como um alarme
Em meu coração...

Nos meus cinco anos
Jamais meu entendimento
Comportaria a idéia
De que naqueles bolsos
Donde eu tirava
Ávida e religiosamente
As balas que adoçavam
As tardes de minha inocente vida
As mãos que lá as haviam colocado
Tinham trabalhado no mínimo doze horas.
Num mesmo dia!

Não há mais apito...
Não há mais bolsos...
Não há mais balas...
E nem inocência!

Nem aquele boné de operário...

O trabalho...
O que seria mais importante?
A vida?
Só se de trabalho.
Necessidade...
Conceito...
Conceito público de trabalhador!
Honrado, honesto!
Que dava dignidade,
Que gerava respeito
Que conquistava amizades,
Que dava orgulho!
De trabalhador...
simplesmente, humildemente.

Que paradoxo!
Orgulho da humildade.
De ser apenas um trabalhador DIGNO
e, como tal ser respeitado.
E querido!

E o coração cresceu...
De tanto trabalhar.
Cresceu para abrigar esperanças
De que sua descendência
Pudesse repeti-lo.
Porque havia uma coisa mais importante que o trabalho...
A família, no trabalho!

Dos seus bolsos, meu pai,
Tirei doces.
Do seu trabalho, meu pai,
Tirei vida.
Da sua vida de homem, meu pai
Tirei modelo!...

(Repasse com os devidos créditos)







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Página editada em:03/11/2001