Patrícia Neme



Efêmero momento
de amor, como é chamado
e o corpo se dilata,
o ventre cresce.
É a vida explodindo em som calado,
é todo o universo condensado
no pequenino ser que, em mim, floresce.
Milagre que extasia...
- será real, ou mera fantasia?
meu coração ecoa compassado;
sou ponte entre o presente e o futuro,
sou nada...
e, também, porto seguro,
sou hoje, amanhã e sou passado.
Na dor que dilacera,
como semente a se romper em primavera,
me sinto tão maior,
enaltecida.
Sou mãe!
Como mulher, complementada.
Maria,
a que foi santificada!
Sou fonte,
sou princípio,
Eu sou vida!


(Proibida cópia sem autorização)

 








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Página editada em: 06/05/2001

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